sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Brasileiros no exterior (13)


Capas de livros de autores brasileiros contemporâneos, em edições lançadas recentemente no exterior.

A maçã envenada, Michel Laub, edição inglesa da Harvill Secker sendo lançada esse mês.
A vida invisível de Euridice Gusmão, de Martha Batalha, edição inglesa da Oneworld Publications.

Habitante Irreal, de Paulo Scott, edição croata da Hena Com
Dias Perfeitos, de Raphael Montes, edição dinamarquesa da Gyldendal
Amora, de Natália Borges Polesso, edição argentida pela Odelia
A cabeça do santo, de Socorro Acioli, edição norte-americana da Delacorte Press


terça-feira, 25 de julho de 2017

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Cosa Nostra no Brasil

Design de Rodrigo Maroja



Cosa Nostra no Brasil
Autor: Leandro Demori
Projeto Gráfico: Rodrigo Maroja
Editora: Companhia das Letras

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Cosa Nostra no Brasil é um livro-reportagem escrito pelo jornalista Leandro Demori, sobre o mafioso de nome impronunciável na TV aberta Tommaso Buscetta, responsável por ter transformado a máfia italiana numa organização internacional, que colocou o Brasil na rota do crime organizado e veio a ser preso aqui, onde entregou e ajudou a derrubar o império da Cosa Nostra.

contracapa (clique para ampliar)
O conceito da capa criada pelo designer Rodrigo Maroja, da Maz Design + Arquitetura, para a Companhia das Letras, é o de remeter à ideia de jornais impressos, visto que a prisão de Buscetta no Brasil foi alvo de muitas reportagens nos anos 80. Capa, lombada e verso do livro formam uma única imagem, na vertical, como um jornal dobrado embrulhando o livro.


Era intenção da editora que houvesse uma foto de Buscetta na capa, mas como todas as fotos disponíveis traziam outros elementos no enquadramento, ela acabou na quarta-capa funcionando como se ilustrasse um jornal de verdade.

Note-se que o logo da editora e o nome do autor foram desenhados como se fosse o cabeçalho do jornal, o nome do autor em letras góticas típicas, o título e o subtítulo em fontes serifadas como uma manchete.

Na quarta capa, o texto é dividido em colunas, como numa reportagem. E claro, como estamos falando de um livro sobre máfia, gotas de sangue respingam sobre toda a capa, o vermelho se destacando sobre o preto e branco característico. 

Mas um detalhe bacana, que reforça a conexão brasileira nessa história toda, é que a mancha maior tem o formato do mapa do Brasil.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Invisível

Design por Tulio Cerquize


Invisível
Autor: David Levithan e Andrea Cremer
Projeto Gráfico: Tulio Cerquize
Acabamento: verniz
Editora: Galera Record


Lançado no Brasil em 2014, o romance young adult Invisível, escrito a quatro mãos por David Levithan e Andre Cremer, tem a premissa interessante (e complicada, do poto de vista do capista) de um protagonista que é, literalmente, invisível, vivendo numa das maiores cidades do mundo, Nova York. O resultado da capa é engenhoso e simbólico, o personagem representado apenas por uma aplicação de verniz. Na quarta capa, o processo é invertido, mostrando o ponto de vista da única garota que consegue enxergá-lo. Outro detalhe interessante é que todos os textos de capa, contracapa e orelha foram feitos à mão. Um exemplo de boa aplicação do verniz, de um modo que se conecta diretamente com o conceito, e não somente pelo efeito. Abaixo, uma entrevista com o designer Túlio Cerquize, responsável pela capa.


Como foi o processo para chegar ao resultado dessa capa? Qual dificuldade surgiu no caminho?
A primeira coisa em que pensei quando me passaram o briefing do livro foi, "legal, vou fazer uma capa ilustrada!". Um young adult com dois autores bem conhecidos no gênero, um prato cheio. Ele era recheado por uma linguagem jovem, cultura pop, quadrinhos... foi daí que parti. Acho importante esta parte, porque descobri o que não fazer, hahaha! A premissa dele também era muito poética e reflexiva e isto me fez perceber que com aquele tipo de ilustração figurativa que eu estava desenvolvendo não iria conseguir o que queria. Estava muito artificial, contrastando com o lettering solto e irreverente.

Quase como um estalo me veio a ideia das pinceladas. Elas casavam bem com o título, eram pregnantes e passavam com mais facilidade a minha mensagem. Então transpus para uma linguagem mais gráfica tudo que eu havia pensado antes, com o ponto principal (representando o protagonista) quase desaparecendo no verniz localizado. O resultado final foi bem satisfatório!

Qual a ideia por trás do conceito aplicado, e como a capa e a contracapa se relacionam?
Eu queria transmitir a solidão do protagonista. Ele é de Nova York, uma das metrópoles mais populosas do mundo, porém com um 'probleminha': é invisível desde que nasceu. Com a morte da mãe, a única a saber de sua existência, o garoto não consegue mais se comunicar com ninguém pessoalmente e começa apenas a observar as pessoas. A capa é isso, um ponto invisível no meio de tantos outros. A contracapa foi o processo inverso, já que no meio na trama aparece uma garota, que é a primeira pessoa em toda sua vida a conseguir enxerga-lo. Logo, o foco passa a ser aquele ponto que não era notado na capa.

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Como foram produzidos os textos para capa e contracapa?
Com pincel, nanquim e caneta Pilot. Busquei uma linguagem próxima às rasuras de adolescentes que são feitas em cadernos e carteiras escolares, escritas com corretivo ou qualquer recurso disponível.

O que você acha faz uma boa capa de livro ser boa?
Acho que depende da linha editorial. Há capas que ganham mais no quesito conceitual, já outras no quesito estético. Pessoalmente, eu prezo muito pelo equilíbrio. O mais importante é que o designer saiba usar os recursos disponíveis para que o livro consiga captar a atenção do público alvo, passando a mensagem certa.
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Como você começou a trabalhar com design editorial?
Subconscientemente, quando eu tinha dez anos. Hahaha, brincadeira! Fiz a ilustração para a capa de um livro do meu pai nesta época e foi muito bacana, este foi meu primeiro contato. Claro que ter um pai escritor e uma mãe professora me influenciou muito. Depois de uma frustrada faculdade de informática, fui fazer design já decidido a trabalhar no ramo cultural. Na faculdade, corri bastante atrás de editoras cariocas e oportunidades na área, até que em 2011 surgiu a oportunidade de estagiar para a Record. Tive muita sorte, porque além de tudo tive como professores três dos melhores capistas do país (Leonardo Iaccarino, Diana Cordeiro e Elmo Rosa). Toda esta trajetória me fez amar e seguir amando o ofício.

Túlio Cerquize, 29, nasceu no Rio de Janeiro e é designer pela UFRJ. Trabalha desde 2011 com capas de livros e tem um tumblr para capas aprovadas e outra para reprovadas. Atualmente está no departamento de design do Grupo Editorial Record.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Andarilhos



Capa do romance Andarilhos, do escritor gaúcho Rodrigo Ungaretti Tavares, com ilustração de Tiago Oliveira, lançado pela Martins Livreiro Editor..



sexta-feira, 30 de junho de 2017

Todavia

A recém-criada editora Todavia divulgou as capas de seus quatro primeiros lançamentos, que devem chegar às livrarias em julho.

Design de Pedro Inoue

Design de Daniel Trench

Design de Pedro Inoue

Design de Chip Kidd




quinta-feira, 29 de junho de 2017

Mais leve que o ar

Design por Daniel Justi

Mais leve que o ar
Autor: Felipe Sali
Projeto Gráfico: Daniel Justi
Ilustrações: Camila Barreira
Editora: Lote 42

Escrito por Felipe Sali, Mais leve que o ar é um romance de fantasia publicado primeiramente na internet em 2015, e posteriormente editado em meio físico pela editora Lote 42. O projeto gráfico é do designer Daniel Justi, com ilustrações da colombiana Camila Barreira.

Abaixo, uma rápida entrevista com Daniel Justi sobre o processo de criação da capa do livro.

Como você se tornou designer editorial?
Foi uma sequência de acasos. Minha primeira faculdade foi de Matemática. Na sequência já engatei outra faculdade, de Design Gráfico, que era o que eu realmente queria. Por mais estranho que pareça, a matemática foi fundamental na minha formação como designer. No curso de Design, imaginava que seria ilustrador, mas acabei arranjando um estágio em editora, onde entrei em contato, na prática, com livros e tipografia. Me apaixonei e já se passaram mais de 10 anos.

O que você acredita que faz de uma capa de livro uma boa capa de livro?
Acredito que é a capa que traz algo a mais, que é inventiva, que cria questionamentos. O conteúdo é rei e é sempre dele que tudo deve partir, mas muitas vezes as capas acabam sendo – e esse é um termo e uma prática que abomino – uma tradução visual do livro. Enfim, acho que uma boa capa é aquela que o designer se posiciona ativamente perante o conteúdo.

Indo um pouco além, não me considero tanto um capista. Costumo trabalhar projetando livros por completo e acredito que o grande poder está no miolo, na experiência de leitura. Por esse viés, acredito que a boa capa é aquela que é uma extensão do miolo e ainda traz os itens que citei no início da resposta.
Como foi o processo criativo para esta capa? Houve um direcionamento específico que levou ao resultado final?
Assim que aceitei o convite da Lote42, eles me colocaram por dentro do texto e marcamos uma reunião, junto com o autor, para discutir ideias, tanto para capa como para o miolo. Não havia um briefing; apenas indícios sobre a narrativa como, por exemplo, que ela se passa numa época com ares vitorianos. Levei alguns estudos tipográficos e uma edição lindíssima que tenho, de 1931, do Time Machine (Randon House) que foi projetada pelo mestre W. A. Dwiggins, que serviram para definir a direção que o projeto tomaria.
Enquanto o projeto do miolo andava, já fomos discutindo nomes para ilustrar a capa e as aberturas de parte. Até que a Cecilia, uma das editoras, apresentou o trabalho da Camila Barrera, que é uma ilustradora colombiana com um trabalho maravilhoso. Todos concordaram de imediato. 

Havia alguma limitação, dificuldade ou desafio específico colocado no briefing? Como fez para superá-lo? 
A capa em si não foi muito difícil de resolver, pois foi consenso alguns elementos que precisavam aparecer e o tom tipográfico já estava resolvido no miolo.
O grande desafio mesmo foi a necessidade de incluir um mapa de Amberlin, que é o local onde a história se passa. Como precisávamos de espaço para tanta informação, sugeri essa capa estendida, que dá a volta no livro e usamos o verso para estampar o mapa.
Houve alguma etapa de preparação antes de começar a criar?
Houve esse tempo antes da reunião, onde pesquisei sobre o período vitoriano. Por ser muito fã do Dwiggins, tenho bastante material sobre ele, o que me ajudou bastante, pois ele operou bastante nesse tipo de produção. Escolher opções de fontes que tivessem relação com esse período, mas que fossem contemporâneas, também foi bastante importante.
O que você acredita que faz essa capa funcionar, que faz ser o que é?
Acredito que foi o trabalho em grupo que garantiu o funcionamento do livro como um todo, onde cada um teve seu papel. O autor deu dicas valiosíssimas sobre o conteúdo, a ilustradora acertou em cheio a atmosfera do texto, eu tentando coordenar texto e imagem e os editores fazendo um ótimo meio de campo entre todo mundo.

Daniel Justi é designer gráfico e type designer. Trabalha com livros há mais de 10 anos. Já teve o trabalho reconhecido pelo Prêmio Jabuti, Tipos Latinos, Bienal ADG e Prêmio Miolo(s). (www.danieljusti.com)

terça-feira, 30 de maio de 2017

Três capas de steampunk à brasileira

Três capas para terça-feira, com lançamentos recentes que trazem o estilo steampunk para a literatura nacional.

A Lição de Anatomia do Temível Dr. Louison, de Enéias Tavares, vencedor do prêmio Fantasy da editora Casa da Palavra, se ambienta numa Porto Alegre retro-futurista em 1911, e coloca o jornalista Isaías Caminha, de Lima Barreto, na cola de um serial killer, ao lado de outros personagens da literatura nacional da época, como Simão Bacamarte (de Machado de Assis), Rita Baiana e Pombinha (de Aluísio de Azevedo). O livro é o primeiro volume da série Brasiliana Steampunk.
A capa e o projeto gráfico do livro são de Rico Bacellar, sobre ilustração do quadrinhista Rodney Buchemi.

Capa e projeto gráfico de Rico Bacellar, sobre ilustração de Rodney Buchemi

Le Chevalier e a Exposição Universal, de A. Z. Cordenonsi, é uma história de espionagem steampunk ambientado na Paris napoleônica. Publicado pela editora AVEC, a capa é de Marina Ávila sobre ilustração de Diego Cunha.

Capa de Marina Ávila sobre ilustração de Diego Cunha

A Alcova da Morte foi escrito a seis mãos por Enéias Tavares, A.Z. Cordenonsi e Nikellen Witter. Ambientado num Rio de Janeiro steampunk no ano de 1892, acompanha seu trio de detetives numa trama que mistura policial noir e ficção científica, sendo o primeiro volume da série "Agência de Detetives Guanabara Real". Lançado pela editora AVEC, a capa é de Vitor Coelho, sobre arte da ilustradora pernambucana Poliane Gicele.


segunda-feira, 22 de maio de 2017

Fernando Pessoa: Antologia Poética


Nova edição da Antologia Poética de Fernando Pessoa, feito por Anderson Junqueira e Victor Burton para a editora Bazar do Tempo.


O impacto visual da capa, usando o tema dos azulejos portugueses, é reforçado pelo uso de laminação brilho com baixo relevo entre os eixos.











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