terça-feira, 30 de maio de 2017

Três capas de steampunk à brasileira

Três capas para terça-feira, com lançamentos recentes que trazem o estilo steampunk para a literatura nacional.

A Lição de Anatomia do Temível Dr. Louison, de Enéias Tavares, vencedor do prêmio Fantasy da editora Casa da Palavra, se ambienta numa Porto Alegre retro-futurista em 1911, e coloca o jornalista Isaías Caminha, de Lima Barreto, na cola de um serial killer, ao lado de outros personagens da literatura nacional da época, como Simão Bacamarte (de Machado de Assis), Rita Baiana e Pombinha (de Aluísio de Azevedo). O livro é o primeiro volume da série Brasiliana Steampunk.
A capa e o projeto gráfico do livro são de Rico Bacellar, sobre ilustração do quadrinhista Rodney Buchemi.

Capa e projeto gráfico de Rico Bacellar, sobre ilustração de Rodney Buchemi

Le Chevalier e a Exposição Universal, de A. Z. Cordenonsi, é uma história de espionagem steampunk ambientado na Paris napoleônica. Publicado pela editora AVEC, a capa é de Marina Ávila sobre ilustração de Diego Cunha.

Capa de Marina Ávila sobre ilustração de Diego Cunha

A Alcova da Morte foi escrito a seis mãos por Enéias Tavares, A.Z. Cordenonsi e Nikellen Witter. Ambientado num Rio de Janeiro steampunk no ano de 1892, acompanha seu trio de detetives numa trama que mistura policial noir e ficção científica, sendo o primeiro volume da série "Agência de Detetives Guanabara Real". Lançado pela editora AVEC, a capa é de Vitor Coelho, sobre arte da ilustradora pernambucana Poliane Gicele.


segunda-feira, 22 de maio de 2017

Fernando Pessoa: Antologia Poética


Nova edição da Antologia Poética de Fernando Pessoa, feito por Anderson Junqueira e Victor Burton para a editora Bazar do Tempo.


O impacto visual da capa, usando o tema dos azulejos portugueses, é reforçado pelo uso de laminação brilho com baixo relevo entre os eixos.











quinta-feira, 4 de maio de 2017

Nós



Lançado em luxuosa edição de capa dura pela Editora Aleph, Nós, de Ievgueni Zamiatin, é a distopia original que inspirou tanto Admirável Mundo Novo de Huxley quanto o 1984 de Orwell.


A capa e o projeto gráfico são do sempre genial Pedro Inoue, com diagramação de Guilherme Xavier. A edição, em capa dura, tem miolo impresso em duas cores, e acabamento com pintura negra na lombada (clique nas imagens para ampliar).











quinta-feira, 6 de abril de 2017

Ó o Globo!

Design de Elmo Rosa


Ó o Globo!
Autora: Ana Beatriz Manier
Designer: Elmo Rosa
Editora: Valentina






Onipresente nas praias e engarrafamentos do Rio de Janeiro, o biscoito Globo é um símbolo da cidade. Faz parte da memória afetiva e do jeito de ser dos cariocas. Lançado esse ano pela editora Valentina, o livro de Ana Beatiz Manier, mais do que fazer uma biografia do biscoito, reconta a história da família por trás de sua criação. O projeto gráfico é do designer Elmo Rosa, que se diferencia também por vir em dois "sabores": as cores da embalagem de biscoito Globo salgado e doce. Abaixo, conversei com ele um pouco sobre o processo:


Como foi o processo de criação do projeto desse livro?
Inicialmente, pensava em círculos e formas abstratas concêntricas, por conta do formato de rosquinha do biscoito. Em paralelo, trabalhava em leiautes que fizessem remissão à embalagem. Também testava um título feito da distorção das formas das letras do nome do biscoito na embalagem, colocando-as em perspectiva, para parecer que alguém realmente gritava ‘Ó, o Globo!’. Desenvolvia essas ideias em separado, em leiautes diferentes.



Tudo se encaixou quando, em uma pesquisa na internet, topei com a fotografia de alguém segurando um biscoito Globo em Ipanema, enquadrando o Morro Dois Irmãos no furo da rosquinha. Essa imagem unificou esses conceitos em um único leiaute na minha cabeça.



E como surgiu a ideia de fazer duas capas, a "doce" e a "salgada"? 
Tive dificuldade em combinar de forma harmoniosa o verde com o vermelho, referentes às embalagens dos sabores doce e salgado (além do amarelo e branco, cores comuns às duas). Tudo parecia funcionar apenas ou em verde ou em vermelho. Mas prescindir de uma dessas cores significaria optar por um único sabor, o que traía algo inerente ao biscoito. Então sugeri que a tiragem das capas fosse dividida em duas: doce e salgada. Assim, o leitor decidiria pelo sabor de sua preferência, como ocorre com o biscoito.

Houve alguma particularidade específica que surgiu nesse processo?
Comecei a trabalhar no projeto logo após meu desligamento do Comitê Rio 2016. Lá, havia investigado e desenvolvido à exaustão conceitos como ‘O que é ser carioca?’, ‘Qual é o jeito carioca de ser?’, ‘O que é proprietário do Rio de janeiro?’ etc. Isso me ajudou bastante no trabalho com essa capa.


E você comeu muito biscoito Globo como parte do processo criativo?
Rsrsrs. Comi algumas vezes, mas não especificamente como parte do processo criativo. Conheço de cor o sabor desse biscoito.


Elmo Rosa é um designer editorial especializado em confecção de livros, e ama esse ofício.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Neuromancer


Neuromancer, o clássico ciberpunk de William Gibson, já havia ganho uma luxuosa edição especial da Aleph anos atrás, com design de Pedro Inoue (veja mais aqui). Agora, o livro ganha uma edição brochura, também com design de Inoue, e ilustração de Josan Gonzales.



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